Esta semana, assisti a um filme intrigante e ao mesmo tempo, esclarecedor, o filme falava sobre um tio e seu sobrinho que atravessavam o oeste dos EUA para levar 500 cabeças de cavalos para o exercito americano, e em meio a esta aventura, algumas chinesas virgens que haviam sido compradas para serem prostitutas em um bordel, um peão que tocava violino e uma velha puta, surgem em seus caminhos, no perigoso e implacável oeste selvagem; mas o que me chamou a atenção, forãm os 4 estágios ou lugares pelo qual uma puta passa no decorrer de sua vida.
1º- casas de luxo e prostíbulos de primeira classe. (reservado a garotas novas e bonitas)
2º- tavernas, bares e prostíbulos baratos. (reservados a putas baratas e não tão novas)
3º- ruas, calçadas e estábulos. (são as putas que se vendem por um prato de comida ou um lugar para dormir, geralmente são velhas e sujas)
4º- chiqueiros. (locais imundos onde ficam as putas velhas, tuberculosas, sifilíticas e com toda sorte de doenças e pestes, são vadias repugnantes as margens da sociedade, excluídas pela doença, velhice e mal cheiro, este é o ultimo local de uma puta imunda, antes de sua cova).
Fazendo um paralelo com os dias atuais, vemos que pouca coisa mudou, ou quase nada para ser honesta; falando por mim, vejo que já passei por todos estes lugares... Já estive em locais chiques e bem frequentados quando era mais jovem, onde a elite da sociedade e a classe mais jovem se encontram para um happy-hour nos finais de tarde, locais refinados e descontraídos onde os universitarios se encontram para uma badalada noite de sábado; Com o tempo, passei a frequentar locais baratos,onde as festas eram regadas a álcool e drogas, e as pessoas eram cada vez mais esquisitas e estranhas; Nestes últimos anos, passei a frequentar as avenidas, ruas e BRs para sustentar meus vícios e fetiches, trepo com qualquer um em troca de uma carona ou uma aconchegante boleia para descansar meu corpo surrado e trêmulo de frio; Atualmente, fico recolhida com meu corpo debilitado e mal-cheiroso, em um lugar insípido, nojento e fétido, com meu corpo carregado com as cicatrizes do tempo e com feridas que assolam constantemente minha carne, estou reclusa em minha própria casa, em minha zona particular, em meu próprio chiqueiro imundo podre, fétido e promiscuo, excluída e repudiada, carregada de doenças e pestes como a tuberculose, sífilis, meningite e lepra, compreendo agora que minha casa é minha ultima morada antes da minha insignificante partida, meu pardieiro final, meu tranquilo e derradeiro CHIQUEIRO.
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