quarta-feira, 22 de maio de 2013

BARBAS BRANCAS - ASSENTEI NO COLO DO BOM VELHINHO.

Mais um ano se foi, e eu ainda continuo aqui, porra; este não foi um bom ano para mim, mas também não foi o pior, não ganhei nada, mas também não perdi, e a crença de que o próximo ano será melhor, não me faz mais a cabeça; me perdõe a melancolia, mas é assim que me sinto quando chega o final de ano; Com certeza, este foi um natal do caralho, minha dor, minha revolta, minhas lamurias... Não é pelo que estou passando, mas sim pelo que deixei de passar, de viver, de saborear... Minha melancolia deve-se a saudade que tenho de um tempo que jamais voltará, de uma época em que eu gozei desmensuradamente, de uma época em que eu gemia excessivamente, de uma época em que eu trepava imensamente...



Minha paz só se concretiza, depois que meus familiares, amigos, conhecidos e demais parentes vão embora e eu fico sozinha, você não imagina o quanto é libertador ter minha casa só para mim, poder andar nua e me mastubar a qualquer hora e em qualquer cómodo, sem me preocupar em ser vista ou ser flagrada pelo meu "filho", poder gritar e chorar de agonia enquanto meus dedos ferem minha carne em movimentos alucinantes de desespero e dor, poder xingar e amaldiçoar em alta voz todos aqueles que um dia me abandonaram, poder ter em minha cama, um desconhecido desavisado, achando que tirou a sorte grande por estar trepando com uma gostosa que acabou de conhecer...



Na véspera deste natal, coloquei a melhor roupa que tinha, peguei as poucas economias que estava guardando e fui para o Center Shopping fazer compras, para ser honesta, tinha apenas o bastante para o presente do meu "filho", e nem um centavo a mais; Mas como o mundo gira em torno das aparências, quem me via, pensava em se tratar de uma patricinha, mas com certeza o Shopping estava repleto de putas e pés-rapados fingindo ser quem não são; por isso andava com minha cabeça erguida, espalhando meu perfume barato nas mais variadas lojas e fingindo interesse nas centenas de vitrines enfeitadas para este natal; Se existe algo mais piega ou brega do que pagar 120 r$ por uma camiseta ou 400 r$ por um tênnis, por favor me avisem; O ser humano é mesmo um animal sem noção, ele é capaz de ficar horas na fila de um cinema e ainda pagar a bagatela de 20 r$ para ver um filme que poderia assistir no conforto de sua casa em menos de 30 dias pagando apenas 5 r$ em um DVD comprado em qualquer avenida do centro da cidade, e mais; ele é capaz de dar 25 r$ em um pão recheado com um minúsculo pedaço de carne e picles, acompanhado por míseras batatinhas e um copo de 300 ml lotado de gelo; Mas a coisa mais hilária, para não dizer trágica, é ver homens e mulheres colocando suas crias no colo de um desconhecido, de calças vermelhas e barbas brancas em troca de uma bala ou pirulito; Mas nada disso se compara com o vazio estampado na cara das pirainhas e dos play-boys, que deixam todo o seu misero salário, o trabalho de um mês inteiro, ou quem sabe o suor e calos de seus pais, no polpudo saco da ignorância do papai-noel, e só se dão conta disto, quando começa a contar as migalhas que sobraram para pegar o ónibus ou quando chegam em suas casas e percebem que não tem mais dinheiro para terminar o mês.



É imundo o que fazem com nossas crianças, e mais imundo ainda, é o que fazem com a gente, eu até que tentei escapar desta época maldita e sórdida, cujo tema nem de longe se parece com o nascimento do filho de um Deus, mas se configura como um culto ao consumo, ao dinheiro e a gula; mas meu corpo teima em viver, mesmo que a alma implore por descanso; Não vim a este mundo para dar lição de moral, mas por favor, querer que eu feche meus olhos diante de tão agigantado circo, um verdadeiro espetaculo de horrores, seria pedir demais; por este motivo, incorporei o "espírito natalino", fingi ser quem eu não era, comprei o que não podia pagar, espalhei meu sorriso amarelo pelos corredores climatizados daquela zona e ainda deu tempo de assentar no colo do bom velhinho e sentir o doce-rubro de seu pirulito me cutucar.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE.

Já faz algum tempo que você se foi, gostaria de poder lamentar ou chorar sua ausência, mas a verdade é que você foi tarde demais, não sinto sua falta nem tenho saudades de sua presença, tenho sim, um certo medo ou receio em ficar sozinha novamente, pois nunca passei fome ou qualquer outra necessidade financeira enquanto você esteve comigo; Mas agora estou só, e convenhamos... eu não sou nem nunca fui a filha preferida de Deus; Mas estar só, não é o mesmo que se sentir só, enquanto dormia do seu lado em sua cama, compartilhando seu hálito e seu ranço, eu não estava só, mas me sentia solitária, carente, precisada...
 
 
 Sei que a culpa não é sua, talvez o problema estivesse comigo, a verdade é que você não conseguia me fazer feliz, você não conseguia me realizar na cama, você não conseguia me fazer mulher... Talvez o único sentimento que ainda nutro por você, seja a dor de quando olho nos olhos do nosso "filho" e vejo a falta que você ainda faz na vida "dele"; Isto eu não posso mudar, só o tempo será capaz de fazê-lo esquecer; já eu, não lamento sua partida, gostaria de dizer que você foi com Deus e em paz, mas não seria verdade não é mesmo? Sei como você se foi e a agonia que sentiu, bem como sei o que também me espera no final da minha longa e penosa jornada; O que posso dizer então diante desta minha, ou melhor, nossa evidente tragédia... Erga tua cabeça e Vá para o diabo que o carregue.

sábado, 11 de maio de 2013

PROSTITUTAS NÃO DORMEM.

Nós mulheres, somos mesmo osso duro de roer, pois como explicar gostarmos de quem não gosta da gente, e não nos interessarmos por quem esta a fim? Claro que esta verdade não se aplica a todas as mulheres, eu por exemplo, aprendi desde muito cedo que se queria muito alguma coisa, qualquer coisa era válida para conseguir; por isso, antes mesmo de completar minha maior idade, eu já havia me tornado especialista em alcançar meus objetivos, até que certa vez, um homem pois a prova toda minha força de sedução, confesso que ele era irresistivelmente confiante, e muito seguro, mesmo assim não conseguia entender porque ele não se interessava por mim? porque ele estava me rejeitando? porque ele não queria trepar comigo? mesmo eu sendo claramente explicita quanto ao meu desejo de me jogar em sua cama e me entregar completamente em seus braços.


A verdade é que ele não se rendeu aos meus apelos sexuais, e me deixou frustrada por muitos e muitos anos, pois não entendia o que faz um homem rejeitar uma menina de apenas 17 anos, disposta a se entregar por completa, sem exigir nada em troca, a não ser gozo e prazer; durante muito tempo pensei na possibilidade dele ser gay, mas ele não era; casado, também não; santo quem sabe? mas não... A minha angustia só teve fim depois de mais ou menos 10 anos, quando acidentalmente, voltamos a nos encontrar em um shopping aqui da cidade, eu não tinha mais 17 anos, por isso meu corpo já não era mais o mesmo, meus seios já não eram tão empinados, nem minha bundinha tão durinha como em outros tempos, minhas pernas apesar de bem cuidadas, já não escondia mais aqueles indesejáveis micro-vazinhos na dobra posterior do joelho, nem meu rosto se configurava mais como a de uma adolescente sapeca que irresistivelmente exala sexo por todos os poros de seu corpo; mas continuava linda, um tanto quanto centrada, responsável e atenta com meus grandes e verdes olhos, para aquele homem que um dia eu desejei, mas ele nunca quis experimentar o que eu estava louca para lhe oferecer; nos aproximamos e começamos a conversar naturalmente, como se fossemos velhos amigos; eu tentei disfarçar minha ansiedade por estar novamente em sua presença enquanto ele não escondia a felicidade em me reencontrar, me fez mais perguntas do que um delegado na frente de bandido, queria saber se estava casada, onde morava, o que fazia... Enquanto respondia instintivamente a todo aquele interrogatório, minha atenção estava voltada, para os sapatos e roupas que ele estava usando, se tinha aliança em seu dedo, ou pelo menos marca, como eram seus dentes, perfume, hálito... Uma mulher que se preze, deve conferir o produto que deseja levar, antes de comprar é claro, por isso eu estava atenta para tudo; e ao chegar a conclusão óbvia de que aquele homem era casado , possivelmente já era pai e estava louco para quebrar a monotonia que havia se tornado sua vida; decidi então jogar os dados, e tentar mais uma vez a sorte, e quem sabe sair vitoriosa daquele jogo em que alguém sempre sai ganhando enquanto irremediavelmente, o outro sai perdendo.


Inventei barbaridades naquele fim de tarde, fingi ser quem eu nunca fui e ter o que nunca havia sonhado, me fiz de vítima e de mulher carente, santa e sadia... Só sei que no final daquela noite, aquele homem estava louco para me comer, só faltou implorar para trepar comigo, fez promessas e juras, que se sua esposa soubesse, ficaria mortificada com as revelações que ele me confidenciou. Saímos daquele local, direto para um motel, trepamos como dois adolescentes sedentos pelo corpo do companheiro, fiz com ele, tudo aquilo que havia prometido a 10 anos atrás, mas nada substituía o desejo de perguntar o porque ele havia me rejeitado na adolescência? tentei não pensar naquilo, mas não teve jeito, subi sobre seu corpo, assentei sobre seu cacete já flácido, debrucei meu rosto perto do seu e perguntei olhando em seus olhos: Por que você não quis me comer quando eu me ofereci descaradamente para você, quando ainda éramos muito jovens; notei que seus olhos brilharam e aquele mesmo ar confiante e de desdenho que a muitos anos atrás me ignoraram e repudiaram, voltou-se a se revelar no rosto daquele homem, e mais uma vez entendi que NÃO teria a resposta para aquela pergunta; e com um sorriso presunçoso na lateral de seus lábios ele me retrucou: Eu conto o porquê não transei com você naquele dia, se você me falar o por que estava tão a fim de dar para mim naquele dia?


Com uma frieza raramente vista em meus olhos, respondi: pelo mesmo motivo que estou com você aqui hoje, primeiro, uma mulher nunca aceita não como resposta e segundo, prostitutas como eu, nunca dormem!

sábado, 4 de maio de 2013

FURIA DE TITÃS

Provarei para vocês, o quanto fui perversa e vil nesta vida, como já disse mais de um milhão de vezes, eu não presto, por isto hoje me encontro mergulhada na lama, sobrevivendo dos restos, implorando perdão... Meu rostinho de anjo, não impediu que eu violentasse, ou melhor, mandasse violentar, abusar, estuprar uma garota; nesta época eu ainda era muito jovem, ambiciosa e claro, tinha o diabo no corpo... Seu nome era... bem isto não importa, não agora, o importante era que eu morria de inveja daquela garota, ela era toda certinha, vivia posando de santa e adorava ter todos os homens aos seus pés, por mim ela poderia ter qualquer homem que ela quisesse, com exceção de um único homem, o meu é claro; eu ainda era muito jovem, mas havia me apaixonado loucamente por um jovem lindo, ele era alto, olhos negros, pele clara, magro porém seu corpo era bem definido e rico, nesta época eu nem pensava em faculdade, e ele já era estudante na UFU, mas o que mais chamava a atenção das mulheres, era o carro que ele tinha, era simplesmente lindo; o problema foi ele se apaixonar por ela ou ela se apaixonar por ele (não sei ao certo), pelo homem que eu amava; Pronto, a merda estava feita, eu confesso que enlouqueci, me desesperei, quis chorar, berrar e matar alguém, jurei cometer suicídio e até fiz mandinga, mas nada disto trouxe meu homem de volta; restou-me então me conformar com a derrota enquanto um ódio medonho se instalava cada vez mais fundo em meu coração, só pensava em matar, bater, atropelar... Mas algo muito mais sinistro estava se desenvolvendo em meu coração ferido; e aquele ditado que o tempo cura tudo, é a mais pura mentira, porém a vingança, esta sim, é capaz de nos fazer dormir melhor quando a noite chega.


Os meses se passarão, mas não minha loucura, agora eu era puro ódio, passei a freqüentar a noite, beber e fumar em excesso, me relacionar com pessoas estranhas e a trepar em demasia, numa tentativa absurda de preencher o imenso vazio que estava em mim; até que certo dia, talvez por inspiração do Diabo, tive a brilhante ideia de perguntar a um dos homens com quem eu me relacionava, se ele teria a coragem de estuprar, alguém; e qual foi minha surpresa quando ele disse: Na cadeia ou você come ou é comido! particularmente eu prefiro foder do que deixar que me tracem por traz... Meus olhos brilharão, e um sorriso quase que imperceptível, se formou em um dos cantos de meus lábios, e sem pestanejar perguntei: O que preciso fazer para você estuprar uma piranha? e sério, como se já soubesse o que tanto me afligia ele respondeu: Que você me peça! e com o mesmo ar sério ele continuou me olhando sem me dizer mais nenhuma palavra.
Seu apelido era "Plocão", ele era um rapaz de trinta e poucos anos, negro, muito forte e alto, pesava um pouco mais de 100 quilos, e morava de aluguel, juntamente com sua mãe, no cortiço onde eu também morava naquela época, ele sobrevivia de pequenos furtos e roubos, não sei se era querido ou temido, mas havia milhões de pessoas que o conheciam no bairro, e ele estava sempre me agradando, me dava roupas caras, pagava minhas contas, bancava meus vícios... em troca eu precisava apenas trepar com ele; mal tinha o que vestir, mas nunca foi mesquinho comigo, me levava sempre a motéis com hidromassagem e me dava lindas lingeries. Eu jamais iria me apaixonar por um homem como aquele, ele era bandido, pobre, negro, feio e gordo, mas me proporcionava segurança, por isso nos dávamos tão bem, eu fazia tudo o que ele queria em contra partida, ele cuidava de mim.


Plocão era um homem, no mínimo nojento, estava sempre cheirando a cachaça e suor, seu hálito pestilento não escondia o ranço de comida gordurosa que a todo momento ele se empanturrava; mas nojento mesmo, era seu corpo suado e com cheiro forte e azedo por falta de banho, em compensação, Deus o privilegiou com um instrumento sexual anormal, seu cacete era grande e grosso, como era de se esperar de um negro com mais de 100 Kg, o que chamava atenção era a grossura da cabeça de seu cacete, parecia-se com um grande tomate vermelho, era descomunal, grossa e extremamente lisa e vermelha, aquilo era capaz de aleijar qualquer garota, eu mesma, sofria como uma cadela para alojar aquela bola grossa em minha bucetinha, confesso que minhas pernas ficavam bambas todas as vezes que transávamos; eu procurava o máximo possível evitar sair com Plocão, mas a necessidade me fazia engolir meu orgulho e me oferecer como uma cadela no cio, para aquela criatura horrenda. E naquele dia não foi diferente, falei que se ele desse uma lição numa cadela que eu odiava, daria para ele todos os dias da minha vida e faria tudo que ele sempre sonhou, que era comer meu cuzinho, que até então jamais havia deixado aquele colosso me penetrar, pois com certeza me rasgaria ao meio; mas para que isso acontecesse, ele teria que estuprar a cadela e me provar de alguma forma que havia violentado a puta; espera-se que diante de uma proposta como esta, qualquer homem fique nervoso, com receio e até mesmo com medo, por ter que violentar de forma bruta uma outra pessoa, mas não plocão, ele apenas balançou sua cabeça em sinal de aprovação, com um leve sorriso na boca e disse enquanto apertava minha bundinha: prepara este cuzinho lindo porque vou esfolar todo seu rabinho.


Os dias passarão lentos desde aquela minha conversa com plocão, as vezes me arrependia e pensava em voltar atrás com aquela minha proposta indecente, mas na maioria das vezes, principalmente quando estava chapada e havia cheirado todas, meu desejo era eu mesma socar todo um cabo-de-vassoura na buceta daquela cadela, e vê-la gemer de dor; até que certo dia ao chegar do trabalho, Plocão já estava me esperando na porta de casa, dentro de um chevett vermelho, não estava só, havia mais um homem que eu não conhecia assentado ao seu lado, meu coração estava acelerado, me aproximei com um sorriso forçado e o cumprimentei, trocamos algumas palavras e sem muita demora ele me alertou: Aquele serviço que você me pediu, será feito hoje, se você quer uma prova, me espere aqui porque as 21:00 horas passo para te pegar; comecei a suar frio, estava nervosa, estava com medo, queria desistir, mas permaneci muda, apenas escutando o que Plocão falava: Estive observando a garota que você me falou e descobri que ela chega em casa do serviço todos os dias lá pelas 21:30, então vou deixar você lá na "cabana", e juntamente com meu "chegado", vamos pegar e levar a vadia para lá, fique escondida e me espere preparada, porque depois de machucar a vagaba, vou querer aquilo que me prometeu... Estava aterrorizada, mas permaneci muda, não acreditava que iria ver minha inimiga ser violentada ao vivo naquela noite, minhas mãos estavam tremulas, assim como minhas pernas, e pensava a todo momento: e se a policia nos pegar? e se ela me reconhecer? e se alguém ver? e se... Mas apesar de todo medo e insegurança, não mudei minha opinião, e permaneci firme em minha intenção de fazer a cadela que roubou meu homem, sofrer como ela também havia me feito sofrer um dia; e sabia que a "cabana" era um local seguro, era um casebre abandonado aqui da periferia de uberlândia, que muitas pessoas usam para se esconder e se drogar, ficava escondida no meio do mato, longe de qualquer outra casa.


Aquela tarde foi eterna e angustiante, só me dei conta das horas, quando ouvi a buzina daquele velho chevett vermelho ao parar em frente a minha casa, estava pálida e com a garganta seca, entrei dentro do carro e perguntei aterrorizada: Plocão e se a policia pegar a gente? com uma calma nunca antes vista em uma pessoa e com uma frieza que me dava conforto, Plocão disse: não se preocupe, já esta tudo armado, vou te levar agora para a "cabana" se esconda e fique calma, dentro de 40 minutos eu e o chegado aqui, vamos levar a vagabunda para lá e você poderá ver tudo o que faremos com ela. E com uma perfeição diabólica e inexplicável, tudo aconteceu como Plocão havia planejado; não demorou muito para ouvir o barulho do motor de um carro se aproximar; com o coração nas mãos, notei que era o velho chevette vermelho que se aproximava com os faróis apagados, e no banco traseiro estava o amigo do plocão abraçado com o que se parecia uma mulher deitada em seus ombros, desceram rapidamente do carro, trazendo uma pessoa visivelmente desacordada pelos braços, entraram pela porta e a colocaram em um sofá imundo e rasgado que havia na sala, enquanto eu permanecia escondida em outro cômodo daquele casebre; só então reconheci a vagabunda que havia tomado meu homem, ela estava com o rosto ferido, provavelmente pela pancada recebida daqueles dois homens, ao notar que ela se encontrava desacordada perguntei baixinho o que havia acontecido? não se preocupe, já já esta safada vai acordar, respondeu Plocão; com fortes tapas em seu rosto, trancos e xingamentos, aos poucos aquela vadia foi recobrando seus sentidos, e ao perceber o que havia acontecido e o que estava prestes a acontecer, ela chorou.


Naquela noite eu presenciei uma garota completamente indefesa, ser estuprada violentamente, naquela noite eu vi com meus próprios olhos a brutalidade que é possível impor a um corpo frágil e indefeso, eu vi plocão e seu comparsa rasgarem o corpo daquela garota, o sangue que minava de sua vagina e ânus, pareciam não incomodar aqueles homens, eles se divertiam com a dor dela, e quanto mais o tempo passava, mais depravados e cruéis eles se tornavam, eu vi plocão empalar a buceta daquela merdinha com seu pau cabeçudo, enquanto seu amigo lhe rasgava o cú; presenciei o momento em que plocão retirou seu cajado duro e sem camisinha, daquela buceta recoberta de sangue; e o mais terrível foi quando vi aquele negro colocar e retirar seu cajado cabeçudo de dentro do cuzinho rasgado daquela pirainha, e ela desmaiar enquanto involuntariamente evacuava sobre aquele velho sofá imundo; confesso que naquele momento, assentei em um canto escuro daquele quarto e chorei de remorsos, enquanto ouvia apenas a festa e alegoria aprontada por aqueles dois homens, que se esbaldavam com a carne daquela garota; garota esta, que não se ouvia um único grito, nenhum grunhido, nem um gemido sequer; encontrava-se ali, apenas um corpo surrado e pálido, desacordado pela dor e exaustão, imundo pelo sangue e excrementos, mergulhado em suor e sêmen.


Ao final daquele "banquete", saímos apressadamente dali, com nosso farol ainda apagado, sem nem ao menos olhar para trás, deixando naquele local todo meu ódio e raiva, estampado naquele corpo nú, jogado e abandonado sobre aquele velho sofá pestilento; enquanto Plocão e seu companheiro se gabavam do que acabaram de fazer; Eu permanecia muda e pálida, pois a única certeza que eu tinha era a de que, a partir daquele momento, Eu seria a próxima a arcar com as conseqüências, cumprindo a promessa de alojar todo aquele colosso, todo aquele Titã em meu próprio cú.