sexta-feira, 8 de setembro de 2017

LATRINA DE TODOS OS SANTOS.

Não é segredo para ninguém, que eu não passo de uma mulher suja e imunda; mas nestes últimos anos, venho me tornando cada vez mais adepta das manifestações artísticas, culturais e religiosas. No inicio deste ano, EXU caveira e OGUM receberam meus agradecimentos pelos milagres e bênçãos recebidas. Com meu corpo febril e frenético, me entreguei como uma égua aos meus queridos ORIXÁS. E que satisfação a minha em saber que eles se esbaldaram com meus orifícios. Quando estou no terreiro ao som dos atabaques e afoxés, onde aos poucos aqueles tambores vão despertando a IALORIXÁ que há em mim, e as palavras do BABALAÔ,  me fazem dançar freneticamente por todo o terreiro, me transformando no CAVALO dos muitos guias espirituais que se apoderam do meu corpo.
Eu mesma não consigo explicar de onde vem esta força que me faz vibrar e ao mesmo tempo me deixa entorpecida; e em meio a este calor incessante, volto ao passado em pensamentos acalentadores de quando eu vivia uma vida repleta de prazeres e gozo. Nesta hora meus seios se enrijecem e minha buceta começa a piscar de forma cadenciada, e não demora muito para que orgasmos múltiplos se apoderem do meu corpo, me fazendo dançar e rodopiar como a promíscua que sou, no terreiro de PAI CHICO DE ARUANDA.

quinta-feira, 9 de março de 2017

SUANDO A CAMISA.

Que Deus venha me perdoar pelo que estou prestes a fazer. Mas uma puta e vadia como eu, já era de se esperar o pior. Perdoe-me Papai e Mamãe, mas sua filhinha esta com o coração cheio de ódio e rancor daqueles que me olham e não me vê; daqueles que sorriem quando estão na minha frente, mas me apedrejam quando dou as costas; daqueles que se dizem meus amigos, mas preferem me ver morta; daqueles que me beijam e depois me traem, como Judas fez com nosso senhor Jesus Cristo.
Estou rodeada de invejosos, soberbos e hipócritas.
Que culpa tenho eu de ser uma pessoa atuante, inteligente, militante, visionária, esperta, intelectual, sábia e imponente; nunca fui de abaixar a cabeça para os problemas e diversidades desta vida, e não vai ser agora que vou começar; se querem algo de mim, é só pedir que de bom grado dou; afinal de contas, já perdi as contas de quantas vezes já me doei a terceiros.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FABIOLA - A CADELA NO CIO.

Sou a protagonista de muita desgraça nesta vida, mas nenhuma se compara a que aconteceu comigo a quase 20 anos atrás, quando fiquei sabendo que iria ser mãe; meu mundo desabou sobre meus pés, jamais quis um filho, principalmente naquele momento, em que minha vida era regada a muito sexo, droga, festa, e faculdade; foi neste período em que eu me entreguei de corpo e alma as noites e madrugadas Uberlândenses, cheguei a trepar com sete (7) jovens em uma única noite de calourada, me picava gostoso todos os dias com meu falecido marido, e cheirava carreiras  quilométricas da mais alva cocaína, dormia e acordava agarrada ao meu cachimbo, e fumava uma erva que faria inveja a floresta Amazônica. Meu corpo era de muitos, e o corpo de muitos eram exauridos por mim, tamanha minha gana e sede pelo sexo fácil, sujo e pervertido; eu era a cadela de muitos, e muitos me tratavam como uma cachorra imunda, e isso era bom; eu me empanturrava com toda sorte de homens que se possa imaginar e em contra partida eles se satisfaziam até a exaustão com meu franzino e frágil corpo.
 Quando a notícia de que eu estava gravida chegou, amaldiçoei céus e terra, pois uma prole naquele momento maravilhoso de minha vida poderia estragar, assim como estragou, meus gloriosos dias felizes de muito sexo, trepadas violentas e penetrações profundas. Maldito o dia em que meu "filho" nasceu, por isso mesmo finjo estar agradecida por esta grande "VICTORIA" em minha vida, e meu constrangimento e desgosto só não são maiores que minha decepção e arrependimento, por ter chegado ao fim, uma era de saudosos anos de completa entrega e satisfação, onde eu vivia como uma verdadeira cadela no cio, caminhando dia após dias sem rumo pelas ruas e becos, me entregando descontrolada a estranhos e ardentes paixões, me abrindo e me entregando a novas experiências e prazeres e acima de tudo satisfazendo meu corpo e alma com suor e sêmen.
Daqueles dias gloriosos, só me restaram o fruto dessa DESGRAÇA que me acompanhará para o resto da minha longa e insípida caminhada.

sábado, 31 de dezembro de 2016

PUTONA DE SORTE.

Sou mesmo uma mulher de sorte, nestes últimos anos muitos já se foram e eu continuo aqui, firme e forte, espalhando minha doença e fel, meu ranço e dor, minha virulência e chagas; assim como o Diabo gosta e quer. E mesmo sendo esta devoradora de almas, a vida me presenteia de várias formas; exemplo: A alguns anos fui contemplada com minha casa própria pela prefeitura lá na rua do Amor agarradinho no bairro Jardim Célia. Logo depois fui aprovada em um concurso público do estado para ser professora do ensino médio lá na escola Juvenília Ferreira, do bairro Luizote de Freitas. E agora acabo de defender meu mestrado na UFU. Sou o não sou uma puta de sorte? E coisas melhores me aguardam neste final de 2016 e inicio de 2017, meu namorado, também conhecido como (nego broxa) esta fazendo vista grossa para minhas escapadinhas noturnas, acho que ele já desconfia que tem um aluno da escola que esta me esfolando viva, com seu mastro imperdigado e viril. E mesmo assim ele finge não importar, pois continua bebendo e feliz, sorrindo e cantando as alegrias desta vida. 

O capeta é mesmo misericordioso com os dele, pois a cada dia que passa, me sinto mais forte e viva, minha xota pulsa a cada novo relacionamento que tenho, meu corpo treme a cada novo homem que conheço, jogo com as armas que Deus me deu, meu corpo fácil e minha inteligência satânica, e como era de se esperar, este final de ano estou com o bolso recheado de dinheiro e viajando para casa de meus parentes, com meu sorriso amarelo e buceta inchada; e quem poderá dizer alguma coisa, afinal de contas, suei muita a calcinha para ter o que tenho hoje. E se hoje me encontro realizada e feliz é porque alguém lá de cima gosta de mim, e não deve me achar tão podre como alguns pensam.

Feliz 2017 a todos que, assim como eu, curtem a vida como se não houvesse amanhã. Deixo aqui e agora uma mensagem de amor e esperança, amor pelo sexo, pelo dinheiro, pela fama e fortuna e esperança de dias ardentes e desconfortantes, dias de agonia e dor, dor por ter sido mutilada e arregaçada por desejosos homens, e agonia pelas longas horas de sexo e penetração.

domingo, 11 de setembro de 2016

ENSANDECIDA

Esta semana passou ligeiro, pois tivemos um feriado no meio da semana e sexta-feira houve paralisação na escola que leciono, para quem ainda não sabia, sou professora em uma escola do Estado no bairro Luizote de Freitas; vocês não imaginam como é bom ficar longe daqueles alunos fétidos e analfabetos e daqueles "meus amigos" professores ignorantes e endividados. Esta semana tirei para meu descanso e repouso merecido, o problema não é meu corpo surrado, levemente cheinha, e constipada; mais sim, minha cabeça e pensamentos, que me levam no limiar da loucura, loucura esta de me sentir tão só e carente, mesmo estando rodeada de pessoas.

Minha loucura provem da angustia e da infelicidade de não ter mais você ao meu lado, como sinto falta dos finais de semana em que nos entregávamos em qualquer hora e lugar, sem temer nada e a ninguém,  queria apenas aproveitar o momento para gozar de forma intensa e desvairada, assentada em seu colo em um banheiro público, ou de quatro sobre o capô de um carro estacionado na rua, gostoso mesmo era masturbar você e ser masturbada em uma mesa de bar, ou quem sabe, chupar seu cacete duro e grosso sobre a marquise de alguma casa, cuja noite escondia as feições desta cadela em êxtase, ensandecida  pela rola que tanto sabia me satisfazer.

sábado, 27 de agosto de 2016

A PUTA DENTRO DE MIM.

Antes de iniciar, gostaria de pedir desculpas pelos meses de ausência do meu blog; afinal de contas, estava de luto.

Quero agora, esquecer um pouco da minha dor, e relembrar que nesta vida, eu também fui feliz, por um curto período de tempo, mas fui feliz. A vida me deu de presente, o homem que soube me amar de forma incondicional e plena, me fez me sentir especial e me deu segurança, agora, aqui e sozinha, vejo o quanto fui privilegiada, em ter este ser celestial ao meu lado.

O quanto fui vagabunda nesta vida, isto não é surpresa para ninguém, agora, o que você não poderia imaginar é que eu lutei, e lutei muito para ser alguém que não queria, e hoje, posso afirmar categoricamente que consegui me transformar naquilo em que todos queriam de mim; " uma mulher honesta, com trabalho fixo e mãe amorosa e orgulhosa de seu amado filho". Não foi esta vida que sonhei para mim, mas a pressão da sociedade, família e amigos, não me permitiram trilhar o caminho que sempre sonhei percorrer, O de uma mulher mundana, sem limites e conhecedora dos prazeres indescritíveis desta vida, confesso que a vida não se resume apenas em abrir as pernas e trepar como uma louca vadia no cio, mas que o sexo é bom, a isso é mesmo, principalmente aquele que marca nossos corpos e alma. 

Hoje sou aquilo em que a sociedade me transformou, boa filha, mãe amorosa, trabalhadora honesta e cidadã honrada. Mas quando chega os finais de semana e me encontro sozinha em meu quarto, é ai que meu verdadeiro EU mostra sua face. A luxuria entre minhas pernas, os pensamentos insanos de sexo selvagem e palavras imundas, transbordam para fora de mim; o desejo de ser possuída, penetrada e castigada, por caralhos sedentos, faz com que minha buceta arda de tesão e desejo; a necessidade quase insana de trepar com um desconhecido, me faz querer fugir desta prisão que me encontro e me entregar nos braços das noites frias desta minha insegura Uberlândia. Como gostaria de mandar minha prole, meu namorado, amigos, alunos e família para o quinto dos infernos e me entregar sem nenhum pudor a qualquer pessoa que queira me foder, e foder forte, esfolando minha xota, arreganhando meu cuzinho e me fazendo engasgar com sua porra espessa, quente e abundante. A puta dentro de mim grita desesperada por homens, dedos e consolos, mas a vida não me permite me libertar dos grilhões que me prendem, e me vejo obrigada a me contentar com o pau murcho, flácido e fétido do meu amante negro. 


sábado, 24 de outubro de 2015

Terra de Gigantes

Já fazem mais ou menos dois meses que você se foi, mas a lembrança que tenho de ti, é cada vez maior e mais forte, a saudade é tanta que as vezes, as lágrimas dão espaço a gemidos baixinho de dor e revolta, todas as vezes que fecho meus olhos, é a imagem dos seus olhos amarelos e amedrontados que me vem a cabeça, então mais uma vez, me ponho a chorar e amaldiçoar o ser que não lhe protegeu, cultivo a minha dor com palavras de conforto e sorriso discreto, mas no fundo ela se intensifica voraz e amarga, remoendo minhas entranhas e assombrando meus pensamentos; a fé inabalável que eu tinha, abalou-se a tal ponto de me fazer questionar a existência de um Deus. Deus...   onde estavas tu quando ele mais precisou de ti? onde estas agora quando mais preciso de ti?

Não me olhes assim, meu amor, não procure em mim a esperança e a força que precisas, pois sou pequena e fraca, e foi justamente na minha fraqueza que encontrei forças para lhe dar um último abraço, me fiz forte para sorrir de nossa tragédia e fui gigante quando não chorei ao lhe ver apenas pele e osso quando dei-lhe o derradeiro banho.

Me perdoe mãe, família e amigos, por não comungar mais da tua FÉ, pois o teu Deus me mostrou o quanto ele é misericordioso para com os pequenos, fracos e oprimidos. Nenhum filho ou filha deveriam ver o que eu vi, assim como nenhum pai ou mãe deveriam passar pelo que estou passando. Continuem com sua fé, fiquem em paz com vosso Deus, adorem aquele que acreditam ser seu salvador, mas por favor, não me obriguem fechar meus olhos para tudo que vi e vivi; peço então que tenham misericórdia de mim, e me deixem em paz com meus fantasmas e demônios; quem sabe um dia eu possa novamente contemplar sem medo ou pavor a face de seu Deus.

Pai, filho e amigo, só há uma coisa que desejo desta miserável vida, que em seu leito de morte, tenhas tido a oportunidade de saber e sentir o quanto foi amado, o quanto fará falta para aqueles que aqui ficaram e o quanto eu, TE AMO por ter sido este gigante, sagrado e imensurável  em minha vida. O vazio que sinto é do tamanho da dor que carrego por te perder!