sábado, 7 de janeiro de 2017

FABIOLA - A CADELA NO CIO.

Sou a protagonista de muita desgraça nesta vida, mas nenhuma se compara a que aconteceu comigo a quase 20 anos atrás, quando fiquei sabendo que iria ser mãe; meu mundo desabou sobre meus pés, jamais quis um filho, principalmente naquele momento, em que minha vida era regada a muito sexo, droga, festa, e faculdade; foi neste período em que eu me entreguei de corpo e alma as noites e madrugadas Uberlândenses, cheguei a trepar com sete (7) jovens em uma única noite de calourada, me picava gostoso todos os dias com meu falecido marido, e cheirava carreiras  quilométricas da mais alva cocaína, dormia e acordava agarrada ao meu cachimbo, e fumava uma erva que faria inveja a floresta Amazônica. Meu corpo era de muitos, e o corpo de muitos eram exauridos por mim, tamanha minha gana e sede pelo sexo fácil, sujo e pervertido; eu era a cadela de muitos, e muitos me tratavam como uma cachorra imunda, e isso era bom; eu me empanturrava com toda sorte de homens que se possa imaginar e em contra partida eles se satisfaziam até a exaustão com meu franzino e frágil corpo.
 Quando a notícia de que eu estava gravida chegou, amaldiçoei céus e terra, pois uma prole naquele momento maravilhoso de minha vida poderia estragar, assim como estragou, meus gloriosos dias felizes de muito sexo, trepadas violentas e penetrações profundas. Maldito o dia em que meu "filho" nasceu, por isso mesmo finjo estar agradecida por esta grande "VICTORIA" em minha vida, e meu constrangimento e desgosto só não são maiores que minha decepção e arrependimento, por ter chegado ao fim, uma era de saudosos anos de completa entrega e satisfação, onde eu vivia como uma verdadeira cadela no cio, caminhando dia após dias sem rumo pelas ruas e becos, me entregando descontrolada a estranhos e ardentes paixões, me abrindo e me entregando a novas experiências e prazeres e acima de tudo satisfazendo meu corpo e alma com suor e sêmen.
Daqueles dias gloriosos, só me restaram o fruto dessa DESGRAÇA que me acompanhará para o resto da minha longa e insípida caminhada.

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