sexta-feira, 13 de setembro de 2013

BLASFEMEA !

Não dêem atenção, para o que vou escrever agora; as palavras que aqui estão, são reflexos de uma mente insana e atormentada pelos demônios imundos da ira e da incompreensão. Uma vez me disserão que neste mundo pagamos por tudo de mau e ruim que fazemos; mas que maldade tem o coração do meu "anjinho"? que pecado mortal cometeu este meu "porto-seguro" que sempre esteve ao meu lado? que absurdo atribuir culpa a um ser tão iluminado e repleto de bondade, quando seu único pecado, era o de estar com suas mãos sempre estendidas para mim. Maldito o ser que brindou meu "AMIGO, FILHO, CONFIDENTE, PAI..." com uma morte certa e dolorosa; miserável o ser que debruçou sua ira e rancor sobre aquele que sempre me protegeu.

 Se eu disser que DEUS me abandonou nesta hora tão escura em minha vida, certamente estarei mentindo, pois como poderia ele ma abandonar, se nuca esteve realmente comigo? Nunca o amaldiçoei por ter me abandonado e escorraçado de sua santa presença; mas maldito seja por ter feito isto com uma criatura tão indefesa que sempre bendiz o teu santo nome. Eu mas do que ninguém, sei que mereço queimar e me contorcer no inferno, mas ele não! Maldito porquê fizeste isto com ele?

Minha alma se prostra de rancor e ódio, por não poder fazer nada pelo meu "anjinho"; dolorosa sina esta minha, em ter que contemplar dia apos dia, o semblante amedrontado daquele que sempre me deu forças; seus olhos vermelhos e lacrimejantes, fazem os meus arderem de dor; seu corpo antes sadio e firme, hoje padece com dores agonizantes no mais profundo de seus ossos; não espere que eu aceite calada, a atrocidade que tu estas fazendo com meu "porto-seguro"; miserável, saiba que farei por ele o que não fostes capaz de fazer, que é jamais o abandonar; não compreendo o porque fizeste isto com ele, já que sou eu a culpada  por toda maldade, desgraça, e abominação em minha família.

Juro por tudo que é mais sagrado, que antes que a última chama se apague, antes do meu último sopro de vida, antes que a última trombeta soe, que contemplarei mais uma vez, aquele sorriso despido de qualquer dor, mas repleto de alegria e felicidade, sorriso aquele capaz de iluminar o mundo inteiro, sorriso este acompanhado de assovios e pequenas estrofes de musicas cantadas com leveza e ritmo que só se encontra em pessoas que estão em paz com a vida, sorriso este que sempre se fez presente acompanhado de uma estrondosa gargalhada, que nos fazia sorrir só de ouvi-la.

Hoje sangro por ti, pois sei o quanto estas com medo do futuro, eu lamento por não poder lhe ajudar neste momento impar em sua vida, a blasfemea que hoje é escarrada pela minha boca, deve-se ao fato de já te-la transbordado em meu coração, queria que tudo isto fosse apenas um pesadelo, queria acreditar que tudo vai terminar bem, queria que alguem despedaçasse meu sexo com seus dentes para que a agonia de minha alma seja menor diante da agonia do meu corpo, queria que meu útero sangrasse até minha última gota de sangue, queria ser empalada por algo tão grosso e profundo, até minhas tripas se rasgar ao meio, queria que toda enfermidade que assola teu frágil corpo, se prostrasse sobre o meu, comendo e devorando minha carne como o câncer que aos poucos, devora sua vítima.

Hoje estendo meu dedo médio para os céus, em sinal da minha loucura em difamar um ser que se diz pai, protetor e justo; mas que no fundo mostrou-se ser um tirano, sádico e inclemente; por tudo isso é que venho através das minhas preces, maldizer e difamar o Deus dos homens, que inerte em sua santa generosidade, não fez nada, absolutamente nada por aquele que hoje chora.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

VIDA DE CÃO.

 

Ultimamente, meus dias passam lentos, repletos de dores, angustias, sofrimento, desespero e tormento, meu corpo já marcado pelo cansaço e fadiga, já não suporta o peso da inconsequência, da irresponsabilidade, da solidão; mas pior que minha carne, esta minha mente, os fantasmas que cerceiam minha mente, não me dão um minuto se quer de paz, monstros não me deixam dormir, demônios sussurram em meus ouvidos, e o próprio diabo esta constantemente querendo se fazer presente em minha vida; quem foi que disse que a vida é uma dadiva divina? não falo por todas, mas no meu caso, a vida tem se tornado o palco de uma longa e interminavel tragédia; não quero me lamentar, e nem tão pouco pedir desculpas pelo meus erros, mas não posso fechar meus olhos diante do que esta por acontecer; infelizmente, o inevitável bate em minha porta, e mais uma vez, estou prestes a chorar; os lobos que passaram a vida toda me devorando, querem agora minha "cria", meu bem mais precioso, meu "anjinho" que sempre esteve comigo a me proteger e a me ensinar que, pior do que a morte, são os dias que ainda me restam. Hoje eu choro e lamento, não por mim, não pela minha dor, não pela minha desgraça... Mas pela angustia e medo que se abateu sobre meu querido "porto seguro". Lamentar é pouco pelo que estou sentindo, injustiçada, traída, enganada, abandonada... quem sabe descreve melhor a situação em que me encontro, pois da mesma forma que um câncer devora nossa carne, todos estes sentimentos estão aos poucos devorando minha alma e espirito, gostaria de poder gritar, bradar, rogar, mas sei que o responsável não estará me ouvindo, acredite ou não, esta semana me joguei aos seus pés, só para implorar por clemencia, mas vejo que seu rosto, mais uma vez, não se inclinou sobre mim, pensei então em dar-lhe todo meu desprezo e ódio, mas ao contemplar os olhos medrosos e ao mesmo tempo esperançosos do meu "anjinho", sobrepujei meu orgulho e mais uma vez lhe implorei perdão e supliquei desesperada, para que suas pesadas mãos recaia sobre meus ombros, poupando assim meu querido "porto seguro" do mal que se aproxima sorrateiro e implacável, e mais uma vez, sua resposta foi severa, meus olhos então encheram-se de lágrimas, minha garganta tornou-se seca, e me faltaram as forças que me sustentavam de pé, e a brutalidade com que me presenteaste, transformou-me em uma covarde, pois me faltam a energia e a firmeza de espirito em poder abraça-lo e olhar em seus temerosos olhos e lhe dizer o quão triste e doloroso, é o que ainda esta por vir, quando esta tempestade chegar; e mesmo contrariando todo meu ceticismo ou razão, quero crer, ou melhor, preciso acreditar que de alguma forma, enfrentaremos bem mas este intransponivel obstáculo, e sabe porque? porque estaremos juntos até o fim desta angustiante jornada, OBRIGADO PORRA!