Não dêem atenção, para o que vou escrever agora; as palavras que aqui estão, são reflexos de uma mente insana e atormentada pelos demônios imundos da ira e da incompreensão. Uma vez me disserão que neste mundo pagamos por tudo de mau e ruim que fazemos; mas que maldade tem o coração do meu "anjinho"? que pecado mortal cometeu este meu "porto-seguro" que sempre esteve ao meu lado? que absurdo atribuir culpa a um ser tão iluminado e repleto de bondade, quando seu único pecado, era o de estar com suas mãos sempre estendidas para mim. Maldito o ser que brindou meu "AMIGO, FILHO, CONFIDENTE, PAI..." com uma morte certa e dolorosa; miserável o ser que debruçou sua ira e rancor sobre aquele que sempre me protegeu.
Se eu disser que DEUS me abandonou nesta hora tão escura em minha vida, certamente estarei mentindo, pois como poderia ele ma abandonar, se nuca esteve realmente comigo? Nunca o amaldiçoei por ter me abandonado e escorraçado de sua santa presença; mas maldito seja por ter feito isto com uma criatura tão indefesa que sempre bendiz o teu santo nome. Eu mas do que ninguém, sei que mereço queimar e me contorcer no inferno, mas ele não! Maldito porquê fizeste isto com ele?
Minha alma se prostra de rancor e ódio, por não poder fazer nada pelo meu "anjinho"; dolorosa sina esta minha, em ter que contemplar dia apos dia, o semblante amedrontado daquele que sempre me deu forças; seus olhos vermelhos e lacrimejantes, fazem os meus arderem de dor; seu corpo antes sadio e firme, hoje padece com dores agonizantes no mais profundo de seus ossos; não espere que eu aceite calada, a atrocidade que tu estas fazendo com meu "porto-seguro"; miserável, saiba que farei por ele o que não fostes capaz de fazer, que é jamais o abandonar; não compreendo o porque fizeste isto com ele, já que sou eu a culpada por toda maldade, desgraça, e abominação em minha família.
Juro por tudo que é mais sagrado, que antes que a última chama se apague, antes do meu último sopro de vida, antes que a última trombeta soe, que contemplarei mais uma vez, aquele sorriso despido de qualquer dor, mas repleto de alegria e felicidade, sorriso aquele capaz de iluminar o mundo inteiro, sorriso este acompanhado de assovios e pequenas estrofes de musicas cantadas com leveza e ritmo que só se encontra em pessoas que estão em paz com a vida, sorriso este que sempre se fez presente acompanhado de uma estrondosa gargalhada, que nos fazia sorrir só de ouvi-la.
Hoje sangro por ti, pois sei o quanto estas com medo do futuro, eu lamento por não poder lhe ajudar neste momento impar em sua vida, a blasfemea que hoje é escarrada pela minha boca, deve-se ao fato de já te-la transbordado em meu coração, queria que tudo isto fosse apenas um pesadelo, queria acreditar que tudo vai terminar bem, queria que alguem despedaçasse meu sexo com seus dentes para que a agonia de minha alma seja menor diante da agonia do meu corpo, queria que meu útero sangrasse até minha última gota de sangue, queria ser empalada por algo tão grosso e profundo, até minhas tripas se rasgar ao meio, queria que toda enfermidade que assola teu frágil corpo, se prostrasse sobre o meu, comendo e devorando minha carne como o câncer que aos poucos, devora sua vítima.
Hoje estendo meu dedo médio para os céus, em sinal da minha loucura em difamar um ser que se diz pai, protetor e justo; mas que no fundo mostrou-se ser um tirano, sádico e inclemente; por tudo isso é que venho através das minhas preces, maldizer e difamar o Deus dos homens, que inerte em sua santa generosidade, não fez nada, absolutamente nada por aquele que hoje chora.